Sítios classificados pela UNESCO

Sítios classificados pela UNESCO

 

Benni Hammad

Um sítio arqueológico situado nawilayadeM’Sila, comuna deMâadid Béchara, foi declarado pelaUNESCOcomopatrimónio mundialem1980.

AAlcalá de Beni Hammadé um conjunto deruínassituadas a mais de 1000 metros de altitude, cercada de montanhas. É um dos complexos de monumentos dacivilização islâmicamais bem conservados e datados. Fundada em1007por Hammad, filho de Bologhine (fundador deArgel) e abandonado em1090devido à ameaça de invasão do povo hilaliano, a primeira capital dos emirs hammaditas conheceu o seu apogeu noséculo IX.

AAlcalácomporta, no interior de uma fortificação de 7 quilômetros – parcialmente destruída pelosalmóadasem1152– uma enorme quantidade de vestígios monumentais, dentre eles uma grandemesquitae seuminarete, e uma série de palácios.

A mesquita é a maior daArgéliadepois deMansourah. As ruínas dos palácios comprovam o grande refinamento da civilização hammadita. O palácio dos emirs hammaditas é um complexo de três residências separadas por jardins e cisternas.
 Djémila, a belaemárabe, localiza-se nawilayadeSetif e é considerada desde1982pelaUNESCOcomo património da humanidade. Situada a 900m acima do nível do mar, com seu fórum, seus  templos e suas basílicas, seus arcos do triunfo e suas casas,Djémila(ou Cuicul) é um exemplo importantíssimo do urbanismo romano adaptado a um lugar montanhoso.

Fundada provavelmente no breve reinado de Neiva, entre96e98d.C..A cidade primitiva ocupa uma posição defensiva geograficamente, estando instalada entre duas  altas  montanhas  rochosas.

Aarquitecturaurbanísticaclássico doImpério Romanoteve de ser adaptada a este lugar: nas duas pontas da espinha dorsal da cidade estão duas portas, ao centro está o fórum (44 x 48m)  e rodeado de prédios públicos, o Capitólio ao norte, a Cúria a leste, e uma basílica civil, aBasília Júlia, a oeste. Ainda nesta quadra central, encontram-se um Templo deVênus Genitrixe  o  Macellum. A partir doséculo IIaaristocraciapassou a decorar suas habitações com ricosmosaicos.

Para poder expandir-se, a cidade voltou-se a sul, povoada por habitações privadas e públicas: oarco de Caracalla(216), o templo daGens Septimia(229), um novo fórum, um teatro e termas, além de uma miniatura da fonte deMeta Sudans.

OsVândalosestabeleceram-se emDjémilapor pouco tempo, osBizantinosrecuperaram a cidade em553. A cidade, abandonada, só foi escavada a partir de1909.

Segundo a própriaUNESCO, é um dos conjuntos de ruínas romanas mais bonitos no mundo.

 

A paisagem do Vale de M’Zab, criada noséculo XpelosIbaditasem torno de suas cincoksourou cidades fortificadas, aparenta estar intacta. Simples, prática e perfeitamente adaptada ao ambiente, aarquitecturado M’Zab foi concebida para a vida em comunidade, respeitando as estruturas familiares. É uma fonte de inspiração para os urbanistas de hoje.

As cinco cidades fortificadas são: Ghardaia, Mélika, Atteuf, Bou NiouraeIsguen. Cada cidade tem a sua própriamesquitae o seu minarete tem a função de uma torre de observação. A mesquita, na verdade, foi construída como uma fortaleza, último lugar de resistência em caso de invasão; comporta também um arsenal e um silo de cereais. Em volta da mesquita organizam-se as casas em círculos concêntricos. Cada casa, uma célula padronizada, representa uma organização social igualitária fundada sob o respeito da estrutura familiar, cuja intimidade e automia devem ser respeitadas. Fora dos muros a igualdade continua. As sepulturas doscemitériosnão se distinguem.

O modo de vida da população incluía a migração sazonal. Durante o verão as populações mudavam-se para cidades onde a organização do habitat era menos formal, mas não menos segura.

Em1982oVale de M’zabfoi inscrito comoPatrimónio mundialpelaUNESCO.

 

O sítio arqueológico de Tassili n’Ajjer, no sudeste perto das fronteiras com oNígere aLíbia, exibe uma das mais importantes colecções dearte rupestrepré-históricado mundo, com mais de 15 mil desenhos e gravações. Este conjunto retrata as mudançasclimáticas, as migrações animais e aevoluçãoda vida humana na orla doSaharadesde6000 a.C.até aos primeiros séculos da presente era. As formaçõesgeológicassão igualmente de beleza impressionante, com montanhas dearenitoformando verdadeiras “florestas” rochosas.

Uma parte do sítio (a área de Meddah) foi declarada parque nacional em1972e outras áreas foram consideradas monumento histórico em1979. Este conjunto foi inscrito pelaUNESCOem1982na lista dos locais que sãoPatrimónio da Humanidade. Em1986, a área do parque foi ampliada de 300 mil para oito milhões de hectares, quando todo o Planalto de Tassili foi considerado umaReserva da Biosferaao abrigo do programa da UNESCO “O Homem e a Biosfera”.

O Planalto de Tassili é hiper-árido, mas contémmicroclimassub-áridos onde se podem encontrar relíquias da fauna e flora doMediterrâneo. Nas montanhas deHoggarencontram-se os últimos 240 espécimes deCipreste“tarout”,Cupressus dupreziana, ao lado daOliveiraselvagem,Olea lapperinei, e daMurtado Sahara,Myrtus nivelii.

Do ponto de vista da fauna, encontram-sepeixes, incluindo quatro espécies deTilapiaecamarõesnos cursos de água permanentes, onde já viveu a única população decrocodilos-anões da região; no entanto, estes foram exterminados no século passado.

 

Timgad é um património mundial daUNESCOe está situado naprovínciadeBatna.

Antiga Thamugadi, foi fundada no ano100 d.C., sob o reinado doimperador romanoTrajanocomo protecção militar contra osberberesda região. Foi erguida uma cidade tipicamente romana servida por tav
ernas, lojas, fórum e um grande teatro.

Apesar da passagem do tempo e das invasõesárabeseberberes,Timgad mantém-se em bom estado de conservação. O teatro foi utilizado durante muitos anos como receptor de espectáculos de todo oMediterrâneo.

 

 Tipaza situa-se na wilaya deBlida, 70 km deArgel. Tipaza era um antigo posto de comércio púnico, e foi ocupada porRoma, que ali instalou uma base estratégica para a  conquista dos reinos da Mauritânia. Possui um conjunto único de vestígiosfenícios,romanos,cristãosebizantinos, ao lado de monumentos autóctones, como oKbor er Roumia, grande mausoléu real  da Mauritânia.

A partir do ano2000o governo argelino reportou diversos problemas de deterioração ligados ao local, tais como falta de manutenção, vandalismo e principalmente a ocupação de áreas e  construção de habitações próximos das ruínas.

Por essas razões, as ruínas deTipazaforam inscritas comoBens do património mundial em perigo,em2002.

 

kasbah de Argel, um tipo único de medina, ou cidade islâmica, que contém as ruínas da cidadela, antigas mesquitas e palácios de estilo otomano, importantes vestígios duma antiga estrutura urbana, foi inscrita pela UNESCO, em 1992, na lista dos locais considerados Património da Humanidade.

O edifício principal da kasbah teve a sua construção iniciada em 1516, no local de um edifício anterior, tendo servido como palácio dos deys até à conquistafrancesa. Uma estrada foi aberta atravessando o centro do edifício, a mesquita transformada em quartel, e a sala de audiências abandonada, encontrando-se em ruínas. Restam ainda um minarete e alguns arcos e colunas de mármore. Existem ainda vestígios dos cofres onde estavam guardados os tesouros do dey.

A Mesquita Grande é considerada tradicionalmente a mais antiga de Argel. O púlpito ostenta uma inscrição que atesta que o edifício já existia em 1018. O minarete foi construído por Abu Tachfin, sultão de Tlemcen, em 1324. O interior da mesquita é quadrado, encontrando-se dividido em naves por colunas unidas por arcosmouriscos. A Mesquita Nova, construída no século XVII, tem a forma de uma cruz Grega, encimada por uma grande cúpula branca, com quatro pequenas cúpulas nos cantos. O minarete tem 30 metros de altura. O interior é semelhante ao da Mesquita Grande.

A Mesquita Ketchaoua, no sopé da kasbah, era a Catedral de St Philippe antes da independência (ela própria resultante da transformação em 1845 de uma mesquita construída em 1612). A entrada principal, a que se acede subindo 23 degraus, encontra-se ornamentada com um pórtico suportado por quatro colunas demármore com veios negros. O tecto da nave é trabalhado em estuque mourisco, encontrando-se assente numa série de arcadas suportadas por colunas de mármore branco. Algumas destas colunas pertenciam à mesquita original.